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Wait a minute!

5 Maio

Cumprindo uma meta.

Entrei num site hoje recomendado pelo meu professor de IED II. Achei importante e o que é importante pra mim, gosto de passar adiante.

Segue abaixo do post, o link do blog.

O poder, a morte e o espetáculo

Blog Tijolaço2 de maio de 2011 às 9:37h

Por Brizola Neto, do blog Tijolaço

O episódio da morte de Osama Bin Laden, depois de 10 anos anulado como chefe minimamente capaz de qualquer estrutura terrorista, cuja a única preocupação era fugir da intensa perseguição que lhe faziao maior exército e os maiores meios tecnológicos do mundo, tem menos importância na questão do terrorismo do que nos rumos sombrios da ordem internacional vivida hoje pelo mundo.

Não se trata, aqui, de discutir o óbvio, a condenação como crime bárbaro da monstruosa morte de mais de três mil civis no World Trade Center. A evidência curiosa – e terrível – este episódio é o exercício imperial do poder militar norteamericano de transformar sua vontade em lei e sua capacidade em transformar sua aplicação em espetáculos bélico-midiáticos e…eleitorais.

Em 2003 – ano da véspera de sua reeleição – Bush recuperou o prestígio de sua desastrosa admnistração com a Guerra do Iraque, a partir de março. Saddam Hussein foi apresentado como um aliado de Bin Laden e um perigo atômico para o mundo. Num discurso ao Congresso americano, Bush afirmou:

“Hussein tinha um programa de armas nucleares avançadas, tinha um projeto para uma arma nuclear e estava trabalhando em cinco diferentes métodos de enriquecimento de urânio para uma bomba. O governo britânico descobriu que Saddam Hussein procurou recentemente quantidades significativas de urânio da África. Fontes de inteligência nos dizem que tentou comprar tubos de alumínio de alta resistência apropriado para a produção de armas nucleares. Saddam Hussein não explicou essas atividades, de forma crível. Ele claramente tem muito a esconder”.

O ridículo destas palavras, hoje, é tão evidente que não se pode acreditar que tenham sido a razão de uma invasão avassaladora e de dezenas ou centenas de milhares de mortes. É igualmente curioso – e terrível – o pronunciamento de ontem de Barack Obama. Teatral do início ao fim – inclusive na saída de costas, caminhando solitário pelo corredor da Casa Branca. O efeito dramático era o objetivo, pouco importando que se fosse anunciar ali a morte de um homem.

De um homem, mas não de uma política belicista. As tropas norte-americanas não estão arrumando suas mochilas para embarcar de volta. Evidente que foi uma vitória desta política. Mas esta política jamais pode ser vitoriosa, definitivamente, porque violenta o princípio da soberania das nações. O mundo saudou a eleição de Barack Obama como uma esperança do fim da violência e da guerra como formas de resolver os problemas do mundo e as relações entre os países.

O Barack Obama que não pôde desmontar a prisão de Guantánamo com que Bush sujou a imagem de liverdade, lei e democracia que os americanos dizem lhes ser sagradas, conseguiu algo mais complexo: a morte do homem que ridicularizou a capacidade bélica do governo de seu antecessor, cuja afirmação custou muito mais vidas – inclusive de americanos – que o atentado das Torres Gêmeas.

Vamos viver um dia – ou alguns dias – mergulhados num espetáculo mórbido. “Como foi, quantos tiros, o corpo foi jogado ao mar ou não (chega a ser irônico que digam que iso teria sido feito para respeitar a lei islâmica), se era ou não era ele”, os festejos semelhantes ao de um jogo de futebol vencido, são os temas que vão estar exaustivamente debatidos sobre o cadáver de Bin Laden.

Mas o essencial nada tem a ver com isso. O que significou, em 2004, um triunfo para os republicanos de Bush vai significar, provavelmente, também uma vitória eleitoral para os democratas de Obama.

E, em qualquer caso, uma derrota para uma ordem internacional onde não haja mais uma “polícia do mundo” e, em seu lugar, floresçam povos livres. Livres, inclusive, dos ódios que levaram à tragédia do World Trade Center”.

Blog Tijolaço

O blog do Brizola Neto: http://www.tijolaco.com

Até.

Tempo de mudar

16 Mar

Recuperando a força e a vontade de escrever aqui. Pouca coisa pra falar, muita coisa pra viver, e aprender, e errar pra acertar.

Ando meio dispersa. Dispersa em quase tudo. Dispersa em mim. Infelizmente em mim.

To com saudade de mim…

E os meus dias vão se recuperando a cada semana, a cada dia que se passa… a cada notícia, a cada mudança, a cada descoberta…

 

Importante é que eu estou viva. Viva na minha única vida!



1 Fev

Acho que não quero falar muito, porque meu coração não suportaria a dor.

Quero ter força e coragem pra olhar pra frente em busca do que eu mais sonho e quando for olhar pra trás que seja pra recuperar minhas forças perdidas pelo caminho.

 

A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende do lugar onde a colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago.

 

 

Título!

21 Jan

Mais um post! To aprendendo!!!

E desde já, deixo aqui o link do melhor blog: http://eeucomissoai.wordpress.com. Divirta-se!

Ultimamente eu tenho ficado dividida entre 3 livros… Um sobre a política do nosso país ( A corrupção nos bastidores da República -Felipe Cheidde), outro de um dos homens mais inteligentes (senão o mais) que eu ainda não conheço (Fábulas Fabulosas – Millôr Fernandes) e outro ainda sobre poesias de um dos escritores mais incríveis (Poesias – Fernando Pessoa). Hoje quero falar sobre o livro Poesias, de Fernando Pessoa, que, ontem, me fez fugir um pouco dos meus pensamentos chatos (não que sempre sejam chatos, mas é que as vezes me atormentam). Vou citar, em especial, o  heterônimo Alberto Caeiro, que sempre foi o que mais me chamou a atenção.

Deixo aqui um de seus poemas:

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a humanidade.

E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.

Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.

Quem sabe quem os terá?
Quem sabe a que mãos irão?

Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.

Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi
sua.

Passo e fico, como o Universo.

 

Caeiro é o mestre de todos os heterônimos de Fernando Pessoa e quase sem escolaridade nenhuma, escreveu os poemas mais incríveis, os quais me fascinam. E aproveito pra deixar uma Quadra de Fernando Pessoa, porque o gênio verdadeiro é ele.

Tenho uma pena que escreve

Aquilo que eu sempre sinta.

Se é mentira, escreve leve.

Se é verdade, não tem tinta.

 

Fim de post e hora de Calvin! : )

Obs: Se não conseguir ler a tirinha do garotinho mais incrível do mundo daqui, é só clicar nela ;).

 

Será que vinga?

10 Jan

Finalmente, depois de muita enrolação, eu fiz um blog. Sempre falava em fazer um, mas não passava daí. Consegui.

Vou deixar um textinho (“textinho”  porque é pequeno e não porque estou desmerecendo-o) que li ontem antes de dormir.

Por enquanto fica assim mesmo até eu aprender  e conseguir escrever num blog.

 

Odes I, 11

Não me perguntes, pois é proibido, que fim darão, Leocono, a ti e a mim os deuses;

nem em adivinhações ao modo babilônico confies.

Enfrenta o que cruzar o teu caminho.

Quer tenhas pela frente ainda muitos invernos, quer fustigue já a costa do mar Tirreno o último que Júpiter há de te dar, sê sábio, bebe vinho, e espera pouco.

Neste mesmo instante em que falamos, o invejoso tempo de nós já foge.

Aproveita o dia, confia no amanhã somente o mínimo.

 

(Tentar prever o que o futuro te reserva não leva a nada. Mãe de santo, mapa astral e livro de autoajuda é tudo a mesma merda. O melhor é aceitar o que de bom ou mau acontecer. O verão que agora inicia pode ser só mais um, ou pode ser o último – vá saber. Toma o teu chope, aproveita o dia, e quanto ao amanhã, o que vier é lucro).